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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Abertura

No dia que ontem passou encetámos mais um ano da graça, desta feita, de 2008. No dia que passa ficámos a um mês de distância da triste e infame efeméride que cumpre agora 100 anos. Falta um mês para que passem cem anos do dia em que mataram o Rei e o príncipe. Em ponto nenhum deste país ou deste mundo devem os homens bons e amantes da Justiça deixar de chorar e velar o sangue inocente derramado nesse dia, o horror da mãe que vê o filho morrer nos braços, do desespero de com um ramo de flores tentar corajosamente vencer a boca das armas de fogo que lhe levavam a família. O Portugal de que eu gostava morreu mais um pouco nesse dia. Ainda que nunca o tenha vivido tenho saudades dele.